1 de novembro de 2017
Imprensa
Peteca realiza ações educativas contra a exploração do trabalho infantil em 18 escolas

O Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca) encerra o mês de outubro contabilizando encontros em 18 escolas, da rede municipal de ensino. O objetivo é conscientizar alunos, pais e a comunidade escolar sobre as consequências negativas da exploração do trabalho infantil.

As ações contaram com diversas apresentações artísticas, cujas temáticas foram direcionadas à questões relacionadas ao trabalho infantil, muitas delas realizadas pelos próprios alunos. Também foram apresentados aos jovens diversos tópicos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Os encontros tiveram início no dia 28 de setembro, na Escola Lili Neri, localizada no Bairro João Cabral e o encerramento aconteceu na Escola Heloísa Sobreira Dias Camilo, no bairro Pio XII, neste dia 31. Ao todo, cerca de 3 mil pessoas participaram dos encontros, incluindo alunos, professores e pais.

Para essas ações, o Peteca contou com a parceria do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) dos bairros de cada escola e de outros equipamentos da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest). 

A Coordenadora do Peteca da Seduc, Maria de Fátima Teixeira, avalia essas ações de forma positiva. “Nós abordamos muito a questão dos direitos que estão contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente que os alunos precisavam conhecer. Agora que eles possuem o conhecimento, fica mais fácil cobrarem seus direitos e entenderem que também precisam cumprir com seus deveres de aluno”, disse a coordenadora. 

Trabalho infantil

Pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, em todo o Brasil, a mão de obra de quase três milhões de crianças é explorada de forma indiscriminada. Elas estão nos semáforos, lixões, mercados públicos, no campo, ou mesmo dentro de casa.

Maria de Fátima Teixeira explica que o grande gargalo dessa exploração do trabalho infantil ainda são as romarias quando muitos alunos deixam de frequentar as aulas para trabalharem nesse período em diversos setores da economia. “Essa é uma situação crítica em Juazeiro do Norte e nosso trabalho é conscientizar pais e crianças sobre essa questão”, ressalta.

Fotos: Helio Filho

Galeria de fotos


Tópicos: