9 de maio de 2018
Imprensa
Professora não foi afastada de escola em Juazeiro do Norte, esclarece Secretária de Educação

A Secretaria de Educação de Juazeiro do Norte (Seduc) esclarece que em nenhum momento foi procurada pela Professora Maria Firmino da Silva, lotada na Escola Tarcila Cruz Alencar, para tratar sobre possível afastamento das suas funções. Ela alega que estava ministrando aula de religião de matriz africana.

A Secretária de Educação, Maria Loureto de Lima, enfatiza que a professora não foi afastada de sala de aula pela direção da escola, tampouco pela Seduc, e que ela não ofereceu a oportunidade de diálogo sobre a situação, pois não atendeu as ligações da direção da escola e não compareceu à sede da Secretaria.

As informações recebidas pela Secretária diziam que a professora Maria Firmino estava ministrando aula de Estudos Regionais e que algumas de suas atitudes teriam causado transtornos em alguns alunos. Naquele momento, a direção da escola apresentou um ofício, colocando a professora à disposição da Secretaria de Educação para ser ouvida sobre o caso.

Maria Loureto de Lima afirma que tomou conhecimento do caso através da direção da Escola, e de forma mais acentuada, somente através da imprensa, após veiculação de matéria. Ela explica que poucos dias após o acontecimento envolvendo a professora, esteve presente na escola para uma reunião sistematizada, previamente agendada em todas as unidades, onde lhe foi narrada a postura da professora dentro de sala.

Professora não foi afastada

De acordo com a Seduc, após o episódio, a professora não mais compareceu à escola para ministrar as suas aulas. Mediante a ausência da docente, a Seduc acionou o setor de Recursos Humanos (RH) para que uma professora substituta fosse convocada. “Nossa obrigação, como Secretária de Educação, é impedir o prejuízo das aulas dos alunos. Acionamos o RH e convocamos uma professora para que os alunos não fossem prejudicados por falta de aula”, disse.

Ela explica ainda que para que uma professora seja afastada de suas funções, existe um procedimento regimental orientado pela Assessoria Jurídica da Secretaria de Educação. Inicialmente, são registradas advertências que, caso se repitam por mais de três vezes, recorre-se à Ouvidoria para que haja a convocação do professor para mais esclarecimentos, onde lhe é dada a oportunidade de avaliar as condições do seu comportamento registrado pela escola. Caso haja reincidência, o professor é remanejado. “Nenhuma dessas situações foram registradas. Apenas recebi da escola um ofício colocando a professora em disponibilidade. Isso significa um pedido para que tenhamos disponibilidade de tempo para poder ouvir e avaliar e, a partir dali, dar um parecer. E isso é estranho porque a professora nunca nos procurou”, ressalta Maria Loureto.

Mesmo com toda a situação gerada pela professora, a Secretária de Educação afirma que se encontra disponível para recebê-la, no sentido de esclarecer a situação “A nossa obrigação é mediar conflitos. Preciso ouvir a professora, se for o caso, ajudá-la e ser coerente nas decisões”, finaliza a secretaria.


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